Certo dia, o Principezinho (dispenso quaisquer apresentações deste rapaz pois creio que o conhecem bem) pediu que lhe desenhassem uma ovelha. Num primeiro esboço, esta apresentava-se com um ar adoentado; no segundo parecia, simplesmente, um carneiro (isto da arte do desenho tem muito que se lhe diga, mas o dom da crítica também não se dá bem com toda a gente). A terceira e última tentativa não deixou lugar para reparações.
Uma caixa. Foi desenhada uma caixa. Então e a ovelha? "A ovelha está dentro da caixa". Ora, digam lá se foi, ou não, uma jogada de imaginação criativa? Ou será que foi a solução mais fácil? (e note-se que não foi o Principezinho a usufruir dessa facilidade.)

Tal como o "desenhador" da ovelha, também nós passamos a vida a desenhar caixas... É mais fácil. Evitamos a crítica. Escondemos o dom que não temos, a perfeição que não dominamos. Construimos caixas, imaginamos (e inventamos) caixas, eternizamos caixas... Tens fome e queres uma refeição? Precisas de um abraço? De um sorriso? Toma lá 3 caixas.
É desta forma que nos envolvemos, dia após dia, num turbilhão de ilusões, enganos e desenganos, totalmente apático ao verdadeiro brilho emanado pelas coisas que teimamos em "encaixotar"...
Até ao dia em que o Principezinho de cada um de nós (passo a metáfora) vai precisar de uma ovelha amiga, de um abraço sentido, de uma ajuda qualquer e vai ser enterrado na falsa e cinzenta estrutura de um castelo de caixas.
Joana
2 comments:
Mas k bem! Sim senhora! gostei do post ;)
Começaste bem! LOL
bem....nao te conhecia esta veia artistica...mt bem..inda por cima puseste me a pensar!! eu acho vivo numa caixa! lol agora vou deprimir o resto da semana!!
beijinho. R
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